Arquívo de ‘Prevenção e Protecção’

Dever de prestar socorro em caso de acidente

Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

“A colaboração numa situação de acidente constitui, não só um dever de cidadania, como também uma obrigação legal.”

O Artigo 200º do Código Penal diz:

Quem, em caso de grave necessidade, nomeadamente provocada por desastre, acidente, calamidade publica ou situação de perigo comum, que ponha em perigo a vida, a integridade física ou liberdade de outra pessoa, deixar de lhe prestar o auxilio necessário ao afastamento do perigo, seja por acção pessoal, seja promovendo o socorro, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias.

Se a situação referida no número anterior tiver sido criada por aquele que omite o auxílio devido, o omitente é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias.

A omissão de auxílio não é punível quando se verificar grave risco para a vida ou integridade física do omitente ou quando, por outro motivo relevante, o auxilio lhe não for exigível.

      Por isso, além de ser um dever de cidadania, é uma obrigação legal.

      No entanto, deve-se estabelecer prioridades a fim de não colocar em risco a nossa própria vida ou a de outros.

      Afinal, se nos acontecer algo, só iremos complicar a situação.

      Piquete “i”

 

Veiculos em missão urgente de socorro

Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

Entende-se por “veículo prioritário” o veículo que transite em missão de polícia, de prestação de socorro ou serviço urgente de interesse público, assinalando adequadamente a sua marcha.

Deveres destes condutores:

Respeitar as ordens dos agentes reguladores do trânsito;

Suspender a marcha perante o sinal luminoso vermelho de regulação do transito, embora possam prosseguir a marcha, depois de tomadas as devidas precauções, sem esperar que a sinalização mude;

Suspender a marcha perante o sinal de paragem obrigatória em intersecção (cruzamento e entroncamento, “Stop”);

Deveres dos restantes condutores:

Todos os condutores devem ceder a passagem aos veículos que transitem em missão urgente de socorro ou de polícia, assinalando adequadamente a sua marcha.

Excepto:

Quando o “veículo prioritário” entra numa Auto-estrada, pelo ramal de acesso;

·    Quando o “veículo prioritário” entra numa via reservada a automóveis e motociclos pelo ramal de acesso;

·    Quando os condutores saem de uma passagem de nível;

Transito congestionado;

Em vias congestionadas, na presença de um “veículo prioritário”, os restantes condutores devem encostar-se o mais possível à direita, ocupando se necessário a berma.

Excepto:

Nas vias públicas onde existam corredores de circulação;

·    Nas auto-estradas e vias reservadas a automóveis e motociclos, os condutores devem deixar livre a berma;

Piquete “i”

Em caso de emergência ligue 112

Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Em qualquer caso de emergência, de Norte a Sul do País, o número 112
pode ser ligado através dos telefones das redes fixa e móvel. A
chamada é gratuita e é atendida de imediato pelos centros de
emergência que accionam os sistemas médico, policial e de incêndio,
consoante a situação verificada.
 
Como utilizar:
 O Número de Emergência 112 deve ser utilizado nos seguintes casos:
 * Acidente de viação: todos os casos relacionados com veículos,
quer se refiram a peões atropelados, quer a indivíduos transportados
nas viaturas sinistradas.
* Acidentes no trabalho: os variados casos de sinistro individual
ou colectivo ocorridos nos locais de trabalho (fábricas, oficinas,
obras, escritórios, armazéns, etc.).
* Acidentes no desporto: os sinistrados resultantes da prática
das diversas actividades desportivas, tanto de competição como de
recreio.
* Quedas: quando as suas consequências exijam transporte
em ambulância.
* Doença súbita: os casos dos indivíduos acometidos de doença que
aparente exigir intervenção hospitalar (dor no peito, falta de ar,
perda de conhecimento e outras situações de perigo de vida).
* Agressão: os casos de indivíduos feridos por agressão que
exijam tratamento hospitalar.
* Intoxicações: os casos de envenenamento, acidental ou não,
fugas de gás, etc.
* Afogamento: todos os casos em que o acidente resultou de submersão.
* Alcoolismo: todos os casos em que, por virtude de intoxicação
alcoólica aguda, esteja em perigo a vida do indivíduo.
* Partos súbitos: os casos de parto iminente.
 
As Centrais de Emergência activam os meios de socorro adequados de
acordo com a sua informação.
 
Antes de ligar 112, informe-se sobre os pormenores que a Central tem
necessidade de conhecer:
 
* ONDE (local exacto da ocorrência): rua, n.º da porta, estrada
(sentido ascendente ou descendente), pontos de referência.
* O QUÊ (tipo de ocorrência: acidente, parto, doença súbita,
intoxicação, etc.).
* QUEM (Vítima/doente, número de vítimas, queixas).
 
A eficácia do socorro depende da sua colaboração.
 
Em caso de acidente, tente saber e comunique:
 
* Tipo de acidente (atropelamento, acidente de viação – moto,
ligeiro, pesado – queda, etc.).
* Quem? (número de vítimas, estado das vítimas – consciente,
inconsciente, hemorragias, etc.).
* Complicações (queda num rio, encarcerado num carro, etc.).
* Riscos associados (incêndio, derramamento de substâncias
perigosas, etc.).
 
Em caso de parto, tente saber e comunique:
 
* Tempo de gravidez.
* Se está ou não com contracções (de quantos em quantos minutos).
* Se teve algum problema durante a gravidez.
* Quantos filhos teve?
 
Em caso de doença súbita, tente saber e comunique:
 
* Queixa principal.
* Há quanto tempo se iniciou.
* É a primeira vez?
* Doenças conhecidas.
 
A sua colaboração é fundamental sempre que se encontre em risco a vida
humana. Preste atenção às perguntas efectuadas, responda com calma e
siga as instruções indicadas.
 
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Como surge o fogo?

Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

Como surge o fogo?

Para ocorrer o fogo, é necessário que um material combustível (papel, folhas, álcool, gasolina. tecidos, etc) aumente sua temperatura devido ao calor, sendo indispensável a presença do ar.

Quais os fatores que afetam o comportamento do fogo?

  • Relevo ou topografia do terreno:
    O fogo avança mais rápido morro acima, porque o ar quente tende a subir, secando os combustíveis que encontra e preparando o terreno para o fogo se alastrar mais depressa.
  • Tipo de Material Combustível:
    combustíveis ligeiros como ervas, folhas e ramos são mais fáceis de queimar; combustíveis médios ou pesados como troncos, galhos e raízes queimam mais devagar; combustíveis verdes como plantas vivas queimam com muita facilidade.
  • Condições Climáticas:
    o ar seco faz com que a combustão seja mais rápida; o vento aumenta a velocidade do fogo.

Quais os tipos de incêndio?

  • Rasteiro ou superficial:
    libera muito calor, tem muitas chamas e alastra-se com rapidez, porque queima folhas, gravetos e restos de culturas não decompostos.
  • Subterrâneo:
    é difícil de ser identificado, porque quase não libera fumaça e alastra-se lentamente, atingindo raízes e camadas de húmus ou turfas no subsolo.
  • Incêndio de copa:
    o fogo alastra-se rapidamente porque atinge e se propaga pelas copas das árvores. Tem grande poder de destruição e é o mais difícil de se combater.

Qual o tipo de incêndio mais comum em Minas?

  • É o rasteiro ou superficial, causado principalmente pelas queimadas agrícolas, por cigarros jogados acesos em beiras de estradas e por incendiários. Mas vale lembrar que raios e descuidos com fogueiras mal apagadas, também, podem causar incêndios florestais.

As queimadas são proibidas?

  • A Legislação não proíbe a realização de queimadas, mas impõe condições para que elas aconteçam da maneira mais segura possível. É importante saber que toda queimada precisa ser autorizada previamente pelo Instituto Estadual de Florestas - IEF.

As principais recomedações para a realização de queimadas são:

  • construir aceiro em torno da área a ser queimada, que deve ter, no mínimo, 3 metros de largura (essa largura deve ser duplicada nos casos de áreas florestais, de vegetação natural, de preservação permanente e das protegidas pelo poder público);
  • providenciar pessoal treinado, com equipamentos apropriados, para atuar no local da queima, evitando que o fogo passe dos limites estabelecidos;
  • avisar aos vizinhos a data e a horas da realização da queima.

O que é proibido?

  • Fazer queimadas a menos de 15 metros dos limites das faixas desegurança das linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica;
  • numa faixa de 100 metros ao redor da área de domínio de subestação de energia elétrica;
  • numa faixa de 50 metros ao redor de unidades de conservação;
  • numa faixa de 15 metros de cada lado de rodovias estaduais e federais e de ferrovias.

O que acontece com quem desrespeita essas normas?

Quem não respeita as condições impostas pela lei ficará sujeito às seguintes penalidades:

  • obrigação de reparar qualquer dano ambiental;
  • pagamento de multas;
  • perda ou suspensão de linhas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito do Estado;

Como prevenir um incêndio?

O objetivo da prevenção é impedir que o fogo comece, pois o combate às chamas nem sempre tem condições de ser realizado com êxito. Mas, se iniciado, o importante é que ele não se alastre. Para isso, é preciso levar em consideração as condições da área, a conscientização do perigo das queimadas e uma eficiente fiscalização. O ser humano é o maior responsável pelos incêndios florestais, devendo ser implantado um programa permanente de educação ambiental, visando a sua conscientização sobre os prejuízos decorrentes das queimadas e a vantagem de se utilizar outras técnicas agrícolas mais modernas.

A conscientização das pessoas é um importante passo para a prevenção e pode ser feita nas escolas,  imprensa, instituições sociais. Para isso, é importante aproveitar cada oportunidade e prejuízos causados pelo fogo.

O conhecimento do terreno através de mapas, plantas topográficas, dados climatológicos, estradas, acessos, aceiros e mananciais de água próximos irá facilitar a ação dos bombeiros e da brigada em caso de
incêndio, principalmente se isso for feito fora do período chuvoso, de Maio a Setembro.

Sinalizar o risco de incêndio pode ser feito através de cartazes, placas ou painéis em pontos estratégicos. É importante, nos períodos críticos, que a vigilância seja feita através de torres bem equipadas e com apoio da própria população.

O Corpo de Bombeiros e as Brigadas Voluntárias de Combate a Incêndios Florestais devem sempre ser avisados o mais depressa possível em casos de incêndio. É bom lembrar que o trabalho pesado deve ser deixado para pessoas capacitadas.

Saber mais para Servir melhor .

piquete “J”

Principais efeitos do alcool na condução

Sexta-feira, 25 de Julho de 2008

 

·        A capacidade do tempo de reacção do condutor diminui;

·        Na condução nocturna há uma maior dificuldade na recuperação após encadeamento;

·        Estreitamento do campo de visão (“visão em túnel”);

·        Perturbação na capacidade de avaliação das distâncias;

·        Perturbação na audição;

·        Diminuição das capacidades físicas;

·        Comportamento eufórico e sobrevalorização das capacidades;

·        Aumento do risco de acidente.

 

 

Taxa de alcoolemia (T.A.S.)

Risco de Acidente

0,50 g/l

2 × (mais)

0,80 g/l

5 × (mais)

1,20 g/l

16 × (mais)

 

 

 

Taxa de alcoolemia em relação ao sexo e peso do condutor

 

Homem

55 kg

60 kg

65 kg

70 kg

75 kg

80 kg

85 kg

90 kg

½ litro de cerveja

0,51

0,47

0,43

0,40

0,38

0,35

0,33

0,31

½ litro de vinho de 11º

0,76

0,69

0,64

0,59

0,55

0,52

0,49

0,46

1 whisky

½ litro de vinho

+ cognac

1,14

1,05

0,97

0,84

0,83

0,78

0,74

0,70

 

 

Mulher

55 kg

60 kg

65 kg

70 kg

75 kg

80 kg

85 kg

90 kg

½ litro de cerveja

0,74

0,66

0,60

0,55

0,51

0,47

0,44

0,41

½ litro de vinho de 11º

1,08

0,97

0,88

0,81

0,75

0,69

0,65

0,61

1 whisky

½ litro de vinho

+ cognac

1,63

1,47

1,34

1,22

1,13

1,05

0,98

0,92

 

 

NÃO FAÇA PARTE DESTA ESTATÍSTICA!

Piquete “i”

 

¼/p>

Em caso de acidente…

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

O que fazer em caso de acidente?

 

 1.      Prevenir 

·        Acender as luzes de emergência;

·        Estacionar o carro com prudência evitando obstruir o acesso ao socorro;

·        Sinalizar o acidente com o triângulo de pré – sinalização de perigo (a mais de 30m do local do acidente e por forma a ser bem visível a pelo menos 100m);

·         Utilizar colete retro reflector.

 

2.      Alertar 

·        Ligar 112

 

3.      Socorrer 

·        Não deslocar os feridos, excepto em caso de perigo iminente;

·        Não retirar o capacete de um motociclista;

·        Não dar nem bebida, nem comida às vítimas;

·        Não tirar a roupa de uma pessoa queimada.

 

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Férias Seguras

Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Iniciada uma época balnear com algum sol e férias deixamos aqui alguns conselhos para umas férias seguras. Na praia encontramos vários tipos de riscos que podem ser evitados. A praia da Torreira frequentada por muitos banhistas é vigiada por nadadores salvadores, mas requer comportamentos por parte dos utentes que passam pelo cumprimento das regras sinalizadas no placar, indicações do nadador salvador, ter atenção ás condições do mar e meteorológicas.

 Recomendações ao banhista:

  • Cumprir os sinais das bandeiras, placas sinalizadoras e indicações do nadador salvador;
  • Ter cuidado com a exposição ao sol por longos períodos de tempo e a entrada rápida na agua (choque térmico);
  • Cumprir o tempo de digestão (aproximadamente 3 horas) e não ingerir bebidas alcoólicas ou drogas;
  • Crianças e idosos devem ser acompanhados por pessoas responsáveis;
  • Não realizar saltos perigosos para a água a partir da areia;
  • Não se expor ao sol nas horas de maior calor (entre as 12h e as 16h);
  • Ingira alimentos leves e hidrate-se adequadamente

Recomendações em relação à geomorfologia e hidrodinâmica das praias mais comuns na nossa zona:

 Agueiros - situação de retorno ao largo, formando uma corrente intensa  e localizada de massa de agua movimentada para a praia pela rebentação. È a acção da rebentação das ondas sobre bancos (baixios) submersos de areia paralelos à costa. A velocidade da corrente, com características de uma sensível diminuição da altura das ondas e de rebentação constitui um atractivo (marinha, 2008).

 Gradiente de praia - elevada inclinação do plano de areia junto à agua, as  ondas perdem pouca energia, dissipando-a apenas ao rebentarem já muito junto a terra fenómeno que origina um “fundão” paralelo antes das linha de rebentação. Origina brusco aumento da profundidade e surpreende banhistas com reduzidas ou nulas capacidades de natação. O elevado hidrodinamismo da água derruba facilmente os banhistas (marinha, 2008)

 Ondulação - a acção continuada do vento sobre a superfície do mar provoca um movimento oscilatório periódico das camadas superficiais da agua que se propaga à distancia (marinha, 2008)

 

Recomendações para algumas situações meteorológicas:

O nevoeiro, o vento e aguaceiros sendo o primeiro mais comum nas nossas praias ao início da manha, requerem algum cuidado devido à visibilidade reduzida, o vento poderá movimentar rapidamente os utilizadores de bóias e colchões para zonas perigosas. Ter em atenção ás mudanças bruscas do tempo.

 

Atitudes a ter no mar:

- Caso aconteça alguma das situações referidas não entre em pânico, caso seja um agueiro tente sair caminhando ou a nadar lateralmente, paralelamente à praia ate uma zona de corrente menos intensa, se não conseguir tente flutuar e controlar a respiração acenado com os braços;

- Avalie bem as condições do mar antes de entrar;

- Frequente praias vigiadas;

- Nunca nade contra a corrente

- Ao nadar não se afaste, nade paralelo à costa;

- Vigie atentamente e permanentemente as suas crianças;

- Procure nadar acompanhado;

- Em caso de aflição não hesite em pedir imediatamente socorro

 

 Seja prudente e aproveite!!!!!!

 

Fonte: www.marinha.pt

 

Piquete “L”